sábado, 28 de maio de 2011

O Poder da Escolha


Primeiramente, gostaria de pedir desculpa a todos pela falta de publicações e justifico. A carga de trabalho está altíssima, chegando como essa semana a 65 horas de trabalho, ou seja, as vezes é falta de tempo poder escrever para vocês, mas não abandono não!! Adoro esse espaço, e estamos de volta...e que tema mais sugestivo...
Poder escolher é um bem precioso. Nos dá o direito de olhar possibilidades e optar pela qual achamos que seja a melhor, ou a mais conveniente. Porém em outros momentos, não temos essa condição, e o que ocorre é que nos basta apenas aceitar.
Ter a chance de fazer de uma outra maneira, por mais que seja a mesma estória, ou algo muito parecido, já faz com que possamos exercitar esse poder, mas com uma condição básica: estarmos atentos as condições que a vida nos oferece par fazermos diferente, e esse é o ponto!
Em algumas situações, sem percebermos, abdicamos do poder da escolha, em nome de qualquer razão que possamos classificar como justificáveis. Encontrar uma razão é muito fácil, mas o difícil é perceber o quanto essa razão que justificará minhas ações que não passam por uma transformação, sirva de boicote, e por consequência, ninguém mais sofrerá novamente, além do próprio autor (autora) do boicote a si mesmo.
Os exemplos são muitos: forçar a barra em um relacionamento que não se sustenta mais, pelo medo de ficar sozinho e entrar no mundo dos solteiros novamente, continuar em um trabalho, porque mandar currículos não vai adiantar (e nesse caso, pode-se colocar várias razões para não mandá-los), manter algumas amizades que não trazem benefício algum, e novamente por consequência, são amizades vampirescas (que nos sugam até demais), etc...
Realmente ter consciência de que optar por um caminho diferente se faz necessário, nem sempre é tão simples, mas podemos encontrar uma forma de adquirir essa percepção quando por exemplo, em um começo, ou final de semana, fazemos uma avaliação e nos questionamos sobre o que foi válido, o que me fez bem, o que me deixa feliz, ou seja, vivendo um dia de cada vez, dentro de um planejamento, e sabendo para onde, com quem e como quero ir e estar.
Isso é exercitar o poder da escolha, é se dar o direito de usá-lo, e desfrutar dos benefícios que essa vivência pode te trazer...
Não coloque dificuldades e obstáculos para algo que vai te fazer bem. Não boicote a própria vida e suas oportunidades riquíssimas em nome do conforto, pois é no desconforto que mora o crescimento e a maturidade. Visite esse espaço, por mais doloroso que possa ser...mas consciente de que no final, acreditando sempre, haverá um belo pote de ouro, que estará no formato do sonho de cada um...e para compartilhar, meu pote de ouro eu vejo todos os dias, e hoje posso me considerar enriquecendo cada dia mais, mas eu tive que fazer uma visita bem difícil no espaço do desconforto. Você já fez essa visita? Faça, pois acertadamente, os benefícios de não se boicotar serão muito maiores do que manter o conforto pela razão que quiser dar para mante-lo.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

E agora??

Conversando com uma amiga, ela se fez essa pergunta, pois a final a vida dela está recomeçando, e como todo recomeço, esse momento remete a dúvidas, incertezas, inseguranças, e investimentos que deverão ser feitos e muitas vezes não sabemos o quanto eles podem nos custar!
No caso dela, é uma mudança geral, de relacionamento, que possivelmente acompanhe uma mudança de casa, de atitudes e gostos, e por aí vai. São várias as modificações que a vida vem exigindo dela. Mas a vida é muito sábia! Ela nos dá a cruz exatamente do tamanho na qual podemos carregar. Nós é que muitas vezes não percebemos e aceitamos os fatos de que podemos dar conta e resolver a situação que parece “insustentável e inalterável”, mas podemos sim, e só por essa razão essa situação tão difícil está diante de nós, porque simplesmente podemos dar conta e resolve-la...
As mudanças nunca vem só no formato daquilo que queremos mudar, mas desafios no trabalho, nos estudos, relacionamentos, parecem que todos vem juntos, e por essa razão é que a vida é muito sábia.
O que falo para minha amiga, é que alguns princípios podem ajudar muito: sempre ser positivo, acredite para que realmente aquilo que está sendo planejado possa acontecer; não perca o foco em nenhum momento, afinal, perder o foco é abrir mão pelo menos temporariamente do que está determinado a fazer, mas aí aparecem outro momento, e mais um, e outro, e nosso foco virou poeira...
Sendo positivo e não perdendo o foco, é um ótimo começo, mas precisa mais.
É básico, mas precismos ir até o final, até onde foi planejado. Dessa forma, poderá ter certeza se alcançou o que desejava, avaliando, e aí sim, podendo se preparar melhor para pequenas modificações futuras, e realizá-las com mais conhecimento.
Algumas pessoas, sentem-se fragilizadas diante do processo de mudança, e é muito natural que esse sentimento aconteça, afinal, não é maioria das pessoas que não tem medo do desconhecido, e está preparado para o que a vida tem a oferecer de novo!
Mas lembre das duas dicas: positividade e foco...nesse caso, o que vai virar poeira será o desconhecido, e o que você terá, será o seu planejamento de mudança realizado na sua frente, concretizado, dever cumprido.
Para finalizar, a frase que digo sempre a ela é: se respeite, seja positiva e foco na sua mudança...ela virá, quando menos imagina, podendo ser antes do planejado e talvez até de forma mais fácil, e sem dúvida acompanhada de sucesso. Talvez até possa vir acompanhada de ganhos que não eram esperados, afinal, a vida tem surpresas, e as vezes elas são boas, muito boas...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

poder e amor

Se analisarmos, as relações possuem dois momentos bem distintos, geralmente é assim. O começo de uma paixão avassaladora, digamos quase adolescente, que não consegue fazer uma refeição direito, o telefone celular está sempre ao lado, o olhar distante e o pensamento vagando imaginando e sonhando acordado com a sua paixão.
Porém, anos passam, as vezes meses bastam, e essa paixão se esvai, e o que resta é uma relação movida pelo silêncio, falta de respeito, consideração, onde imposições prevalecem. Como uma disputa de poder, para saber quem pode dominar o outro, quer seja pela razão ou pelo sentimento, mas a busca desse domínio está sempre presente, afinal, ganha-se o poder de acusar o outro de que um erro aconteceu...que delícia de relacionamento...que prazer!!!
Uma frase de Carl Gustav Jung, veio a mim, para que pudesse pensar exatamente a distinção desse momentos. Para onde foi o amor? O que foi colocado no lugar dele? E, talvez a pior de todas, porque isso aconteceu exatamente no relacionamento que era para dar certo?
Talvez a resposta seja mais simples do que se imagina.
Quando deixamos o outro (a) fazer o que precisa, como precisa e quando precisa, sem que possamos colocar nosso pensamento ou nosso desejo, nos submetendo simplesmente ao desejo do outro, acabamos passando por cima de uma pessoa importantíssima e de nome curto: EU!!
Essa atitude, dá a liberdade para que a outra pessoa com o tempo domine e a cada dia conquiste mais espaços.
Outra situação, um dia atarefadíssimo de trabalho, suportando pressões, faz com que em casa possa “adquirir por direito” o ser eu mesmo, e aí inclui a falta de respeito com quem mora com junto ou compartilha da sua vida. Ou seja, o poder descarregar o estresse do meu trabalho em casa, pois é “minha casa”, faz com que possa agir como quiser...erro de novo!!
Também, temos que ver outra possibilidade: me ocupo tanto desse relacionamento, deixo todas as outras situações da minha vida em segundo plano, para que? Esse é o pensamento de várias pessoas, que dessa forma, se dão o direito de poder “cuidar do seu amor” de uma maneira que sufoca o parceiro (a), ou seja, cheio de boas intenções, mas somente com o outro. Olhe para você, cuide de você, para depois poder cuidar do outro.
Esses são alguns exemplos de como é fácil ter situações em que substituo o amor colocando o poder no lugar. Com intuitos de cuidar, ajudar, seja a mim ou ao outro...mas acabo passando por cima muitas vezes de mim mesmo, do respeito, da harmonia de uma relação saudável. E como vimos, de construtivo,o uso desse poder não nos acrescenta em nada!!
Ah...a frase que veio a mim e me fez pensar nesse texto: ONDE O AMOR IMPERA, NÃO HÁ DESEJO DE PODER, E ONDE O PODER PREVALECE, HÁ FALTA DE AMOR. UM É A SOMBRA DO OUTRO (C.G.Jung)

terça-feira, 3 de maio de 2011

A Zona de Conforto

Muitas vezes temos condições que nos favorecem. Seja em um trabalho, uma relação, familiar e pessoalmente, enfim, situações que nos mostram que continuar apostando no que estamos fazendo é o correto. Esse indicativo pode nos apontar pelo menos duas situações: de fato o que estamos fazendo é correto, e devemos continuar investindo, pois o retorno é certo, garantido e “o que plantamos, colheremos com ótimos frutos em breve” ou estamos em um espaço chamado “zona de conforto”.
Essa zona de conforto, pode ser caracterizada quando estamos em alguma situação que não existe mais uma satisfação tão clara e segura, passamos a questionar a validade do que estamos fazendo, vários pontos de interrogação nos dominam o pensamento ( e porque não os sentimentos também!!!), porém nos sentimos bloqueados, impedidos, impossibilitados de fazer uma mudança.
Muitas vezes esse sentimento de incapacidade de fazer a mudança, passa por uma tranquilidade nas ações que estamos realizando, como se pensassemos: “ok, está ruim, mas posso aguentar mais um pouco!” Esse pensamento nos deixa claro que estamos em uma zona de conforto.
É necessário, primeiramente, de que esse pensamento indique para a pessoa de que alguma coisa está errada, pois uma conformação dessa maneira, não é, geralmente, benéfica. A psicoterapia poderá ser de grande ajuda nesse momento. Segundo passo, é entender o que me deixa confortável, onde está a minha garantia, o que me prende nessa situação que não me faz mudar, para aí sim, com um planejamento, entendendo de que forma “é pego” por esse conforto, traçar o planejamento da mudança.
Sair da zona de conforto, nos faz abrir os olhos, enxergamos um mundo diferente a ser conquistado, novas metas, objetivos, um novo sentido para a vida. Sem dúvida, virá acompanhado de medo do desconhecido, insegurança, mas não deixe de acreditar que seu planejamento é o melhor para você, e sem dúvida alguma, acredite na escolha que você fez e use do bom e velho pensamento positivo.
Aposte, invista que a saída da zona de conforto vai trazer crescimento, benefícios, por mais difícil que os primeiros passos possam ser para serem dados. Como disse outro dia em uma conversa com uma amiga de muito tempo, eu acredito que existe o pote de ouro no fim do arco íris, e ninguém vai me provar o contrário, porque eu acredito nisso e vou achá-lo. A zona de conforto ficou para trás, e você está sendo bem vindo em um novo mundo, um mundo de conquistas novas e com esse pensamento, um mundo de sucesso. Parabéns!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O casamento real

Estamos acompanhando inúmeras notícias sobre o casamento real na Inglaterra. Pompa, riqueza, luxo e muito, mas muito dinheiro.
Já assistimos casamentos assim, e na Inglaterra também, e com esse pensamento, refleti: aquele outro casamento, foi real?
O que torna um casamento real?
Outro dia em uma palestra, escutei assim: existem pessoas de grande sucesso no seu trabalho, pois o fizeram prosperar. Grandes contratos, ótimas somas de dinheiro negociadas, mas por outro lado, abriram mão da principal empresa que deveriam cuidar em detrimento desse sucesso, que é a família.
Juntando as informações, podemos refletir que o casamento real, pode ser entendido como uma empresa bem administrada, onde os contratos e combinados são respeitados e justos para ambos, o que gera felicidade e por consequencia, harmonia nessa relação. Esse é o casamento real, um casamento de verdade.
Nessa mesma palestra, ouvi uma outra estória que foi assim: em um café, um senhor se dirigiu ao caixa para pagar o café que havia consumido. A cobrança veio de dois cafés, mas ele havia somente consumido um. Ele não discutiu e pagou. Pouco depois uma senhora veio no caixa para pagar o café que havia consumido e do seu marido, e não lhe foi cobrado nada. Honestamente, ela reclamou, e a caixa responde: não se preocupe, seu marido já pagou os 2 cafés. A senhora espantada questiona a caixa, como ela sabia que aquele senhor era seu marido, e a caixa lhe responde: sabia que vocês eram casados porque não conversavam um com o outro. Ficaram em silêncio o tempo todo!
Porque enquanto estam apaixonados, os assuntos fluem, são horas pessoalmente, pelo telefone ou msn de conversas intermináveis, e depois mal se falam?
Pois esse é um casamento falido!! Em silêncio, sem conversa, e com certeza sem harmonia na relação.
Lembrem: o casamento real, é um casamento de sucesso, com harmonia, combinados justos, amor, e olhar para sua (seu) parceira (o) e pensar que a sua maior sorte é que ela (ele) está ao seu lado, e que tudo será possível porque ela (ele) está com você, ao seu lado. Conversam sobre as alegrias e dificuldades do dia a dia, respeitando o espaço do outro, planejam suas vidas e possivelmente de seus filhos. Esse é o casamento real, esse é um casamento de sucesso!!


segunda-feira, 25 de abril de 2011

O uso abusivo de álcool e outras substâncias

ABUSO DO ÁLCOOL E OUTRAS SUBSTÂNCIAS


Ontem, houve uma partida importante pelo campeonato de futebol estadual, onde o Coritiba sagrou-se bi campeão paranaense. Muitas festa, comemoração! E também muita bebida! Outras substâncias também eram consumidas. Idade de quem consumia? As mais variadas. Quantidade? Sempre abusiva.
E pensei, será que tudo isso é uma canalização do prazer de ver seu time campeão e poder estar mais feliz ainda, e comemorar ainda mais?
Realmente acredito que não.
Geralmente ouvimos falar que encarar a vida com responsabilidade, é difícil e o uso abusivo mascara essa dificuldade deixando a vida mais leve, ou quando por “sintomas de estresse”, faz-se uso abusivo de alguma substância para relaxar. Outros usam do álcool para socializar. Razões e desculpas sempre existirão!
Mas o uso de álcool e outras substâncias, sempre está relacionado a obtenção de prazer! Amenizar o que está difícil, tornar mais feliz o que já é feliz! O ser humano e sua eterna busca pelo ser completo, o ser humano insaciável, querendo sempre mais. Essa busca pode ter um preço alto, muito caro. Um uso de álcool, por exemplo, em festas, faz com que havendo uma festa, o uso seja diretamente associado, ou seja, pode-se passar para uma situação de abuso, com muita facilidade.
A obtenção do prazer pode vir mesmo com a pessoa estando “de cara”, sem ter usado nada. Uma brincadeira com o filho, a vitória do time de futebol, um bom e produtivo dia de trabalho, um olhar e carinho da pessoa amada. Desfrutar desses benefícios da vida e valorizá-los a cada dia, faz com que nosso prazer seja tão grande quanto uma tarde bebendo em uma mesa de bar com amigos. Também é muito bom beber com amigos, mas sem abusos, sem somente buscar prazer nessa fonte.
Ontem, na comemoração do futebol, vi vários buscando mais prazer pela via do uso abusivo da bebida. Em outra partida, vi pela TV, uma bandeira gigante exaltando a relação da torcida e uma marca de cerveja, sendo transmitida ao vivo, com várias crianças e adolescentes assistindo a partida. Outro erro pelo exagero associando bebida e o prazer por torcer por determinado time.
Lembremos que a vida, pode e deve ser vivida com parcimônia, com limite, disciplina. Todos os exageros trarão consequências, geralmente não muito positivas, ou com um preço muito alto.
A psicoterapia pode tratar de abusadores, entendendo de onde essa necessidade surge, com qual função. O uso de medicamentos também pode colaborar com o tratamento. Algumas vezes, internação para desintoxicação se faz necessária, para que no consultório possa-se trabalhar com qualidade de vida melhor para o paciente.
Finalizando, temos várias formas de obter prazer, sem exageros, sem sempre querer mais. Tudo tem hora e medida certa para acontecer. Basta sabermos respeitar esse tempo e investir em nós, na nossa família, que sem dúvida acharemos muitas riquezas e seremos mais completos...

PS: Parabéns ao bi campeão do Paraná, Coritiba Foot Ball Club!!
Eu estava lá, comemorei, me diverti e conheci pessoas que compartilharam dessa alegria, além dos amigos que já estavam lá. Eu não bebi nada alcoolico para ter uma noite feliz, completa e de muita alegria! Todos nós podemos...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Entendendo sobre a Síndrome do Ninho Vazio

Para entendermos o que é a questão do ninho vazio, necessitamos recorrer a um termo junguiano chamado persona: máscara de ator. O papel social do indivíduo, derivado das expectativas da sociedade e do treinamento nos primeiros anos da vida. Um ego forte relaciona-se com o mundo exterior através de uma persona flexível; a identificação com uma persona específica (médico, professor, artista, etc) inibe o desenvolvimento psicológico. Portanto, com a definição de persona, podemos entender um pouco mais de uma frase que inicia a explicação do conceito do ninho vazio: “A síndrome do ninho vazio – tédio e depressão quando os filhos se emancipam e abandonam o lar- denuncia a superidentificação com a persona do papel parental e pode ocorrer em homens e mulheres.”
Portanto, a identificação com o papel de responsabilidade pelos filhos, faz com que o entendimento pela emancipação se torne de muito difícil aceitação. O ninho vazio remete a imagem de um pássaro que cuidou de sua cria, e de repente se vê abandonado por ela, como se essa cria não tivesse o direito e a necessidade de crescer, desenvolver, e partir para ter suas próprias vivências, com distância da sua família de origem. Para alguns pais ou responsáveis, esse afastamento tem um sofrimento muito específico, muito diferente de uma aceitação natural. Esse sofrimento específico é o sentimento do ninho vazio.
Esse sofrimento vem representado pelo tédio e depressão, mas alguns sintomas físicos também podem aparecer nesse momento, o que entendemos como reações psicossomáticas: Infecção na bexiga (associado a dificuldade de desapego), dores no joelhos (associado a humildade), manchas na pele ou psoríases (associado ao contato e carinho, que fica entendido como a partir daquele momento como um distanciamento).
Há também os aspectos simbólicos. O ninho enfatiza o aspecto maternal, protetor e de espaço para acolhimento. Jung usou a mitologia grega para explicar os padrões de comportamento da humanidade, e a representante deste padrão maternal é a deusa Deméter. O termo meter significa mãe. Esse padrão de comportamento vem representado pelo instinto maternal desempenhado na gravidez ou através da nutrição física, psicológica ou espiritual nos outros. Mãe é a que cuida, nutre, protege, alimenta, acolhe. Uma mulher, tomada pelo padrão de comportamento de Deméter, cuidará não só dos filhos, mas de todos. É aquela que vive rodeada de crianças, aquela que cuida da alimentação de todos, aquela que sabe onde estão os objetos perdidos dentro da casa, a que cuida dos doentes, etc...
Há também o perfil de uma Deméter dominadora, que são as que mantém os filhos perto dela a qualquer custo, gerando os “filhinhos da mamãe”, pois ainda sofrem a dominação. Quando o filho casar, por exemplo, não é incomum os desejos da mãe serem atendidos em detrimento ao desejo da esposa.
Mães que tenham o perfil da Deméter dominadora, sofrerão mais com o abandono do lar pelos filhos. Os filhos poderão tentar manter-se distantes, inclusive geograficamente e também emocionalmente dessa mãe. Agem assim, de forma inconsciente, quando a mãe os fez sentirem devedores, culpados ou dependentes.
Se lembrarmos do mito de Ícaro ( que tenta voar com as asas construídas por seu pai Dédalo, que o avisa para não voar nem tão próximo ao Sol e nem tão próximo ao mar, pois poderia cair, e Ícaro o desrespeita, caindo e morrendo), podemos entender como funciona o ninho vazio nos homens.
A partida desse filho é menos sofrida e o padrão de comportamento é tomado pela postura do aconselhamento. Alguns homens mais tomados pelo sentimento do que pela razão, podem ser acometidos do sentimento de perda, podendo se mostrar mais depressivos, isolados, mas sem deixar de aconselhar.
Para finalizar, algumas mulheres, podem se sentir exploradas e improdutivas diante do ninho vazio, mas existem formas de canalizar esse sofrimento de maneira construtiva. Aprender a expressar a raiva pela perda, reduzirá a depressão. Aprender a dizer não evita tornar-se mais esgotada e deprimida por ter sido “explorada”. Aprender a “abrir mão e deixar os filhos crescerem” poupa-lhe a dor de ter filhos e precisar se libertar deles. Uma outra possibilidade, para uma Deméter solteira, é arriscar-se em um outro relacionamento, como outra forma de não sentir-se mais angustiada e poder atuar novamente tentando dominar os filhos.